Pais negam morte de bebê por estrangulamento em Sinop
Jovem e adolescente foram indiciados por homicídio qualificado após criança dar entrada em unidade de saúde já sem sinais vitais.
O jovem de 20 anos e a adolescente de 17 anos apontados como os principais suspeitos pelo falecimento de uma menina de dois anos rejeitaram a autoria do crime ao prestarem esclarecimentos formais às autoridades policiais nesta terça-feira. O caso ocorreu no município de Sinop, localizado a quinhentos quilômetros da capital do estado.
De acordo com os registros oficiais, a criança foi levada até a Unidade de Pronto Atendimento André Maggi durante a manhã do último domingo. Os profissionais de saúde que realizaram o atendimento constataram que a vítima já estava sem vida há pelo menos sessenta minutos, além de apresentarem um cenário de desnutrição e precárias condições de higiene.
As investigações conduzidas pela corporação apontam que o homem de vinte anos recebeu indiciamento por homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de idade, enquanto a menor de dezessete anos foi responsabilizada por ato infracional equivalente. A confirmação da causa do óbito por asfixia surgiu após exames detalhados, uma vez que a constatação exata não pôde ser feita de maneira imediata no momento da chegada ao hospital.
Informações colhidas pelos agentes indicam que a menor já havia passado por internações recentes, ocasião em que a equipe médica acionou o Conselho Tutelar devido a indícios de desnutrição. Em seus relatos iniciais aos investigadores, os responsáveis afirmaram que visualizaram a filha com vida durante a madrugada, percebendo a falta de respostas horas depois, mas o deslocamento até o posto de atendimento só ocorreu às sete da manhã.
O inquérito permanece emandamento sob a responsabilidade da Polícia Civil local para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o falecimento da criança na cidade mato-grossense.














