Morte de sargento da Marinha foi ordenada por facção
Atirador confessou que alvos iniciais eram outras duas pessoas que estariam na residência da vítima.
A execução do sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista foi planejada por lideranças da facção criminosa Comando Vermelho, conforme apurou a investigação policial sobre o caso registrado na madrugada de uma quarta-feira.
O atirador responsável pelos disparos, identificado pelas iniciais L.G., prestou depoimento às autoridades e confessou que a ordem para invadir o local partiu de coordenadores do grupo criminoso conhecidos pelos apelidos de Ninja, Religião do Mal e Monarca.
Segundo o relato do suspeito, o plano original da facção consistia em eliminar dois homens que estariam dentro do imóvel pertencente ao militar. Para viabilizar a invasão, L.G. deslocou-se até as imediações da residência e danificou a cerca elétrica, provocando o disparo do sistema de alarme antes de se ocultar em uma área de vegetação próxima.
Enquanto aguardava escondido no matagal, o atirador manteve contato visual e auditivo com os mandantes por meio de uma chamada de vídeo em seu aparelho celular. Foi durante essa transmissão que os líderes visualizaram a vítima através de uma câmera do local e ordenaram imediatamente a execução do militar.
Após a determinação remota dos faccionados, o atirador deixou o esconderijo e efetuou os disparos contra o sargento. A operação policial desencadeada na sequência resultou na prisão de dois homens e na apreensão de cinco adolescentes suspeitos de envolvimento direto no homicídio ou de prestar apoio logístico aos envolvidos.














