Feminicídio com 16 facadas em Chapada dos Guimarães revolta conselho
Conceição Moreira da Silva possuía medida protetiva contra o ex-companheiro e havia denunciado o agressor semanas antes do crime.
O brutal assassinato de Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, ocorrido em Chapada dos Guimarães, provocou profunda indignação e notas de pesar por parte do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. A vítima foi morta com dezesseis golpes de faca desferidos pelo ex-companheiro, Joilson Bonifácio Correia de Sousa, de 44 anos, em plena via pública no último sábado.
O crime aconteceu quando a vítima pedalava em direção a uma pizzaria, logo após deixar o expediente em um mercado local. De acordo com os levantamentos sobre a ocorrência, o homicida surpreendeu a mulher no meio da rua e cometeu a agressão letal motivado pela inconformidade com o término da relação amorosa.
Um dos pontos mais criticados pelo conselho local foi a existência de uma medida protetiva em favor da vítima. Em setembro deste ano, a mulher havia comparecido às delegacias para registrar queixas de ameaça contra o agressor, buscando amparo legal que acabou não impedindo o desfecho fatal.
Através de um manifesto oficial, a instituição classificou o episódio como uma grave falha na resposta institucional e na proteção às mulheres ameaçadas. A entidade pontuou que o sistema de segurança precisa ser capaz de neutralizar riscos iminentes e assegurar que a denúncia resulte em preservação da vida.
Durante os momentos posteriores ao atentado, testemunhas presentes no endereço contiveram e agrediram o autor do feminicídio. O homem tentou argumentar perante os populares que agira para se defender, mas a narrativa foi imediatamente desmentida por quem presenciou o ataque na cidade mato-grossense.













