Construtora culpa chuvas por asfalto destruído na MT-170 em MT
Pavimento de rodovia custou milhões aos cofres estaduais e sofreu degradação severa em menos de um ano, atraindo fiscalização rigorosa.
A construtora MTSUL Construções se pronunciou publicamente a respeito das críticas e denúncias envolvendo a qualidade da pavimentação aplicada em um trecho da rodovia estadual MT-170, localizado no estado de Mato Grosso. A infraestrutura rodoviária, que abrange uma extensão de cinquenta quilômetros entre os municípios de Castanheira e Juruena, apresentou deterioração severa e precoce após receber investimentos milionários dos cofres públicos.
Em sua defesa oficial, a companhia responsável pelas obras argumentou que a região possui particularidades geográficas, climáticas e geotécnicas bastante complexas. Segundo a construtora, fatores como alagamentos sazonais frequentes, altos índices pluviométricos, forte umidade nos solos e o tráfego intenso de veículos pesados voltados ao escoamento agrícola podem ter comprometido o desempenho e a durabilidade do pavimento aplicado.
A manifestação ocorre após vistorias realizadas pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, cujos representantes constataram que o asfalto do trecho fiscalizado sofreu degradação total em menos de doze meses após a conclusão dos serviços. Diante do quadro, o órgão fiscalizador determinou a retomada dos trabalhos na região para que a pista seja refeita dentro dos padrões técnicos exigidos, além de manter abertas as investigações sobre o caso.
Por fim, a empresa enfatizou que participa de consórcios junto a outras companhias e mantém diálogo aberto com os órgãos de controle para conduzir análises especializadas. A construtora destacou que qualquer apontamento definitivo sobre a origem do problema na rodovia dependerá exclusivamente de laudos técnicos e avaliações aprofundadas, evitando diagnósticos precipitados sobre o ocorrido.











